Por que com o passar dos tempos, algumas empresas perdem ou esquecem sua cultura organizacional?

Por que com o passar dos tempos, algumas empresas perdem ou esquecem sua cultura organizacional?

A cultura organizacional significa um conjunto de valores, crenças, rituais e normas adotadas por uma empresa, é um sistema que quando compartilhado entre seus colaboradores, traz consigo um diferencial no posicionamento do mercado. A cultura de uma organização é a raiz dos métodos, processos, diretrizes, estratégias, quanto maior é o entendimento dos membros em relação a essas diretrizes, maiores são as chances de manter uma equipe alinhada.

Para algumas pessoas é difícil reconhecer o que realmente significa a Cultura Organizacional, mas seguramente é possível afirmar que todas as empresas têm, não importa tamanho ou segmento, aliás as empresas são bem mais do que isso, elas possuem personalidade própria, podem ser rígidas ou flexíveis, apoiadoras ou hostis, inovadoras ou conservadoras de cultura fraca ou cultura forte.

Para muitos profissionais a cultura organizacional é assimilada de duas formas:

  • A negativa e a tratativa no ambiente de trabalho, falta de suporte, falta de reconhecimento, imposição de normas, atitudes ou falta de incentivo ao conhecimento;

 

  • A positiva que é quando o ambiente de trabalho é agradável, quando há um plano de carreira, isso faz com que os colaboradores saibam o porquê estão ali e visam o crescimento na organização.

Nas duas situações temos pontos em que é possível mensurar a necessidade para uma mudança na rota. Mas e quando a empresa decide mudar suas diretrizes seja por questões estratégicas ou pelo simples fato de que deve haver uma correção de sua cultura organizacional, será que podemos dizer que essa transição pode afetar os colaboradores positiva ou negativamente?

 

Quando a transição trabalha a melhoria dos processos, pode até parecer que não, mas afeta positivamente, o colaborador passa a enxergar a empresa como fonte geradora de conhecimento e proporcionalmente de desenvolvimento profissional.

Já quando afeta negativamente, o primeiro fator predominante a surgir é a tão temida desmotivação.

A desmotivação também pode ser comparada a depressão profissional, é quando uma pessoa perde o animo para realizar tarefas que costumeiramente são executadas com facilidade e com qualidade, os termos “empurrar com a barriga, não estou nem ai, se der eu faço se não….” traduzem de uma maneira mais expressiva esse sentimento.

Na maioria das vezes essa transição para o negativo, acontece de maneira inconsciente, as empresas definem novos caminhos (estratégias), que vão de encontro a uma forma de trabalho mantida pela cultura organizacional. Em outras palavras, é fácil afirmar que as empresas pecam ao definir novas estratégias sem definir os pontos de inserção para melhor compreensão da necessidade desta mudança.

Por exemplo, quando há uma preocupação com custos, todos os envolvidos buscam soluções para redução, fica evidente que haverá problemas caso os gestores não estejam envolvidos com essa nova cultura, por que, algumas tarefas na visão antiga passam a ter valores diferentes, ou seja, uma determinada tarefa ou setor da empresa passa a ser visto como custo extra, no português claro, por que devo pagar “X” para manter uma tarefa desnecessária.

Alguns fatores contribuem com essa transição repentina: mudança de diretoria, necessidade de redução de custos, promoção de membros sem o conhecimento da cultura organizacional ou vislumbrar métodos de trabalho em outras empresas. Neste último caso alguns profissionais ao se depararem com outros métodos, tentam transportá-lo para sua organização, mas se esquecem que a cultura é o que diferencia uma empresa da outra.

 

Portanto, podemos dizer que as empresas, perdem seus valores quando implantam novas metodologias sem a preparação necessária ou sem alinhar a nova caminhada aos métodos existentes, uma mudança de cultura exige muito mais que vontade é necessário alinhar pontos que por menores que sejam podem causar grandes impactos.

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